Neste guia
O produto está na loja, o sistema diz que tem estoque, e mesmo assim o cliente não o encontra. Esse é só um dos tipos de ruptura. Para resolver o problema, primeiro é preciso saber qual dos tipos você tem, porque cada um tem uma causa e uma solução diferentes.
Neste guia você vai conhecer os quatro tipos de ruptura de estoque, as causas mais comuns de cada um e o que fazer em cada caso.
Ruptura visível
É a mais fácil de perceber. O produto não está na prateleira, e muitas vezes também não está no depósito. Basta olhar para identificar.
Um exemplo: o cliente quer leite, não encontra na gôndola e o estoque está zerado. Ele troca por outra marca ou vai ao concorrente.
As causas mais comuns são:
- Reposição de mercadoria que falhou ou atrasou.
- Falta de funcionário para abastecer, por quadro reduzido, doença ou férias.
- Promoção mal planejada, que esgotou o produto no momento em que ele mais saía.
- Atraso ou erro na entrega do fornecedor.
A solução passa por definir estoque mínimo e estoque de segurança e por combinar com o fornecedor o prazo real de entrega.
Ruptura oculta
É a mais difícil, porque você nem sabe que ela existe. O produto está na loja, mas não está disponível para venda. Ele pode estar no depósito sem ter sido levado à prateleira, guardado no lugar errado ou cadastrado com outro nome no sistema.
Um exemplo: há caixas de arroz no depósito, mas a gôndola está vazia. O cliente procura, não encontra e compra em outro lugar, mesmo que a sua loja tivesse o produto.
Causas comuns:
- Item que está no estoque e não foi reposto na exposição.
- Erro de cadastro ou de atualização no sistema.
- Armazenamento no local errado.
- Falha de comunicação entre quem repõe, quem controla o estoque e quem vende.
O problema mais difícil de resolver é aquele que ninguém sabe que existe. Por isso, a ruptura oculta pode ser mais perigosa que a visível: o produto existe e não gera receita.
Falsa ruptura ou ruptura fantasma
Aqui o sistema diz que tem o produto, mas fisicamente ele não existe. Isso acontece por erro de inventário, extravio, furto ou desorganização. O sistema autoriza a venda, a equipe procura e não acha.
A saída é fazer inventários periódicos e comparar o estoque físico com o do sistema. Qualquer diferença precisa ser investigada, e não apenas corrigida na tela.
Ruptura total e ruptura parcial
Esses dois tipos olham para a quantidade:
- Ruptura total: o produto não está na loja nem no estoque. A venda é impossível.
- Ruptura parcial: ainda há unidades, mas poucas. O produto vai acabar antes da próxima reposição.
A ruptura parcial é um aviso. Se você a percebe a tempo, ainda consegue pedir e evitar a total. Por isso vale acompanhar quando o saldo chega perto do estoque mínimo.
Como saber qual tipo você tem
Faça uma ronda simples, com a lista dos produtos que mais vendem na mão:
- Olhe a exposição. O produto está na prateleira?
- Olhe o depósito. Se não está na exposição, ele existe lá?
- Olhe o sistema. O saldo bate com o que você vê?
Se faltou na exposição e existe no depósito, é ruptura oculta. Se faltou nos dois e o pedido não chegou, é visível ou total. Se o sistema diz que tem e você não acha, é fantasma.
Anote o tipo em cada ocorrência. Em poucas semanas, o padrão aparece e você descobre se o seu problema é de compra, de reposição ou de controle.
Resumo
- Visível: falta na prateleira, resolvida com estoque mínimo e prazo do fornecedor.
- Oculta: o produto existe na loja, mas não está à venda, resolvida com processo de reposição.
- Fantasma: o sistema mostra estoque que não existe, resolvida com inventário.
- Total e parcial: a parcial é o aviso antes de a total acontecer.
- Registre o tipo de cada ocorrência para descobrir a causa verdadeira.






